quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008


(c)Malcon Pasley

white velvet!
irreal e sensual

(c)Malcon Pasley

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008


(c)Renata Ratajczyk
A solidão de um corpo.

(c)Stefan Rohner

Regresso às origens, às entranhas
onde tudo começou!

(c)Frank Boots

(c)Robert Mapplethorpe

(c)Michael Barnes

O descanso do guerreiro...


(c)Henri Cartier-Bresson

(c)Henri Cartier-Bresson
Assim é o amor: mortal e navegável.
Eugénio de Andrade

(c)Bill Brandt

(c)William Ropp

(c)José Manuel Rodrigues

...a nudez partilhada.


(c)Dennis Kleim

(c)Howard Chang


(c)Anna Fracassi




(c)Jerry Schatzberg

(c)Francesca Woodman

(c)Frank Boots

Encosta-te a mim...

(c)Peter Van Stralen

(c)Paul BolK


(c)Margarida Delgado

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Corpo Habitado


(c)Edward Weston 1927

Corpo num horizonte de água,
corpo aberto,
à lenta embriaguez dos dedos,
corpo defendido
pelo fulgor das maçãs,
rendido de colina em colina,
corpo amorosamente humedecido
pelo sol dócil da língua.


(c) Edward Weston 1936

Corpo com gosto a erva rasa
de secreto jardim,
corpo onde entro em casa,
corpo onde me deito
para sugar o silêncio,
ouvir
o rumor das espigas,
respirar
a docçura escurissima das silvas.


(c)Edward Weston 1925

Corpo de mil bocas
e todas fulvas de alegria,
todas para sorver,
todas para morder até que um grito
irrompa das entranhas,
e suba às torres,
e suplique um punhal.
Corpo para entregar às lágrimas.
Corpo para morrer.


(c)Edward Weston 1936

Corpo para beber até ao fim-
meu oceano breve
e branco,
minha secreta embarcação,
meu vento favorável,
minha vária, sempre incerta
navegação.

Eugénio de Andrade


Olhar com outros olhos


(c)Fátima C.

(c)Fátima C.

(c)Fátima C.

(c)Fátima C.

Ah quanta melancolia!
Quanta, quanta solidão!
Aquela alma, que vazia,
Que sinto inútil e fria
Dentro do meu coração.

Fernando Pessoa

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Um rasto de mim...

Um longo olhar para nós mesmos...


(c)Fátima C.

(c)Fátima C.
Pousa um momento
Pousa um momento,
Um só momento em mim,
Não só o olhar, também o pensamento.
Que a vida tenha fim
Nesse momento!
No olhar a alma também
Olhando-me, e eu a ver
Tudo quanto de ti teu olhar tem.
A ver até esquecer
Que tu és tu também.
Só tua alma sem tu
Só o teu pensamento
E eu onde, alma sem eu. Tudo o que sou
Ficou com o momento
E o momento parou.
Fernando Pessoa (1919)